segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Volta ao mundo com avião solar.

Após volta ao mundo em avião solar, suíço pede reunião com Trump

“Se eles querem tornar a América grande novamente, eles precisarão usar tecnologias limpas e energias renováveis”, disse Piccard

Londres – Bertrand Piccard, o piloto suíço que viajou pelo mundo em um avião movido a energia solar, quer convencer Donald Trump de que o investimento em energia limpa é a chave para a geração de empregos e o crescimento.
Piccard, CEO da empresa Solar Impulse, quer se reunir com Trump após sua posse para destacar a queda dos custos das energias renováveis na comparação com os dos combustíveis fósseis, disse ele na segunda-feira, em entrevista concedida antes do Fórum Econômico Mundial.
Trump criticou as energias solar e eólica, dizendo que são caras demais. Sua plataforma eleitoral promete cancelar regulações ambientais e tirar os EUA do histórico acordo de Paris, que tem o objetivo de limitar o aquecimento global.
O presidente eleito aposta na indústria do carvão dos EUA para estimular a economia e gerar novos empregos.
“Se eles querem tornar a América grande novamente, eles precisarão usar tecnologias limpas e energias renováveis”, disse Piccard em entrevista por telefone, de Munique. “Não teremos crescimento com tecnologias antigas.”
Mesmo que o Air Force One — o jato presidencial dos EUA — ainda não possa voar com energia solar, a Casa Branca poderia ser reformada para operar com energias renováveis, disse Piccard, antes da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta semana, onde ele se unirá a líderes empresariais e financeiros para discutir os riscos climáticos.
“Eu sou um empreendedor, como ele”, disse Piccard. “Eu voei ao redor do mundo com energia solar porque é possível fazê-lo. Eu montei uma companhia, encontrei o dinheiro e a tecnologia para isso, por isso penso que falando a língua do empreendedor é possível mostrar a ele onde os novos negócios estão.”

Microgeração de energia dispara com domínio de painéis solares

Brasil registrou a instalação de 7,6 mil ligações de microgeração de energia em janeiro

São Paulo – O número de instalações de microgeração de energiaimplementadas por consumidores no Brasil disparou em 2016, para 7,6 mil ligações em janeiro, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que destacou que cerca de 7,5 mil dessas unidades são abastecidas por energia solar.
O número representa avanço de mais de 300 por cento ante as cerca de 1,8 mil instalações de microgeração no final de 2015, quando foram alteradas regras para incentivar os consumidores a investir na solução, que geralmente envolve a instalação de painéis solares em telhados de residências, comércios ou indústrias.
Na época dos incentivos, que permitem que a eletricidade produzida pelo consumidor seja abatida da conta de luz, o Ministério de Minas e Energia estimou que o Brasil poderá alcançar 2,7 milhões de consumidores produzindo a própria energia até 2030.
Os dispositivos já instalados até o momento representam 75 megawatts em potência instalada, o que segundo a agência reguladora é suficiente para abastecer 60 mil residências.
As instalações com painéis solares respondem por 59 megawatts da capacidade instalada em microgeração no país, enquanto termelétricas somam 11,4 megawatts e pequenas hidrelétricas totalizam 4,4 megawatts.
Em entrevista à Reuters no início do mês, o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, disse que a microgeração é uma das apostas do governo para a expansão da energia renovável no Brasil, principalmente diante de uma menor demanda para contratação de usinas solares de grande porte devido à queda no consumo de eletricidade do país em meio à recessão econômica.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Energia Solar Fotovoltaica no Rio de Janeiro

Painéis solares fotovoltaicos são uma opção para edifícios no Rio
Sistemas fotovoltaicos de geração de energia elétrica instalados em edifícios estão se tornando mais competitivos economicamente e devem ser considerados para projetos no Rio de Janeiro. Foto por reiner.kraft licenciada sob creative commons.
Com a abundância de energia solar, o preço dos painéis solares caindo e a interconexão à rede elétrica sendo possível, a geração de eletricidade por meio de painéis solares fotovoltaicos está se tornando uma opção mais viável para os edifícios no Rio de Janeiro.
A cidade recebe em média 4,63 kWh/m2 de energia solar por dia.
O Brasil é um país extremamente ensolarado, com um enorme potencial de geração de energia solar fotovoltaica. Este recurso tem sido amplamente sub-utilizado no país.
Atualmente a energia elétrica no Rio origina-se, grande parte, em usinas hidrelétricas distantes. As usinas são conectadas ao Rio de Janeiro por uma transmissão complexa e um sistema de distribuição dispendioso – os quais sofrem grandes perdas de energia.
Em edifícios comerciais no Rio de Janeiro durante os meses de verão, o ar-condicionado é responsável  pelo maior gasto de energia nos picos de demanda durante o dia. Estas cargas são associadas com a excelente disponibilidade de radiação solar, uma vez que a utilização de ar condicionado está positivamente correlacionada com a intensidade da luz do sol. Quando o sol se torna mais forte e a demanda elétrica aumenta, a energia solar fotovoltaica está no seu pico de capacidade de geração. Instalar sistemas de geração solar fotovoltaica em edifícios reduziria significativamente os picos de demanda na rede elétrica [1].
Além disso, os sistemas solares fotovoltaicos podem ser instalados perto do ponto de consumo, minimizando as perdas de transmissão e adicionando a sua capacidade na rede elétrica sem custos maiores de infraestrutura. Neste contexto, a utilização de energia solar fotovoltaica integrada aos edifícios deve ser considerada no Rio de Janeiro. O Brasil fez um compromisso significativo para a utlização de sistemas solares na Copa do Mundo de 2014, o evento esportivo que o Brasil pretende tornar o mais sustentável da história [2].

 Viabilidade Comercial da Energia Solar Fotovoltaica

A energia solar está crescendo em popularidade entre os consumidores brasileiros – em parte devido a um programa do governo chamado PROESCO. O programa tem como objetivo fornecer apoio financeiro para os usuários finais e empresas de fornecimento de eletricidade que desejam instalar sistemas de energia solar.
Produzir energia no Brasil a partir de painéis solares instalados nos telhados dos edifícios custa menos do que a energia vendida por 10 dos 63 distribuidores de energia do país, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética. A eletricidade a partir de um sistema típico de 5 kW custa cerca de R$ 602,00 (US$ 299) por MWh. Distribuidores cobram entre R$ 240,00 e R$ 709,00 pela energia residencial. A geração de energia a partir dos sistemas instalados nos telhados é cada vez mais competitiva em comparação com a eletricidade de empresas de serviços públicos (incluindo Ampla Energia e Serviços SA e Cia. Energética de Minas Gerais) [3]. Quando os usuários finais financiam projetos solares fotovoltaicos através do PROESCO, o custo da energia solar fotovoltaica cai para R$ 586 por MWh.
A competitividade da geração de energia solar fotovoltaica foi analisada pela Empresa de Pesquisa Energética do Estado [4]. A análise comparou o custo estimado de geração com a taxa paga pelo consumidor à empresa concessionária. A análise seguiu a metodologia EPIA para determinar os custos, e fez as seguintes premissas:
  • Taxa de desconto real: 6% ao ano (taxa real já descontada de inflação)
  • Ciclo de vida da planta: 20 anos (exceto inversores: 10 anos)
  • Custo anual de operação e manutenção: 1% do custo de investimento
  • Período de construção: 3 meses
  • Perda de eficiência dos painéis: 0,65% ao ano, com uma diminuição  correspondente da energia produzida
  • Fator de Eficiência: 15,1%

Custo Nivelado de Geração (R$/kWh)

Aplicação
Energia
Investimento Inicial ( ‘000 R$)
Custo Nivelado de Geração (R$/kWh)

Residencial
5
38
602
10
69
541
Comercial
100
591
463
Industrial
1.000
5185
402
Fonte: [4].

Viabilidade da Energia Solar Fotovoltaica no Rio de Janeiro

O custo da eletricidade no setor residencial no Rio de Janeiro é de R$ 521,00/MWh. O custo da eletricidade no setor comercial é de R$ 470,00/MWh – valores extraídos da Light Serviços de Eletricidade SA [5]. O custo da eletricidade da rede no Rio de Janeiro no momento é substancialmente menor do que a eletricidade gerada por energia solar fotovoltaica.


França inaugura trecho de estrada pavimentada com painéis solares

Trata-se de um projeto pioneiro que prevê alimentar a iluminação pública de uma cidade de 5 mil habitantes

Paris – A França inaugurou nesta quinta-feira o primeiro trecho da estrada pavimentada com painéis solares especialmente sólidos em uma via local na Normandia (noroeste), que conta com 1 km de extensão.
Trata-se de um projeto pioneiro que prevê alimentar a iluminação pública de uma cidade de 5 mil habitantes.
No entanto, este projeto recebeu as críticas de diversas organizações ambientalistas que consideram seu custo, 5 milhões de euros, exagerado para a quantidade de energia que pode produzir.
A ministra do Meio Ambiente, Ségolène Royal, encarregada de inaugurar a infraestrutura, afirmou que trata-se de uma ideia que vai em linha com a transição energética do país rumo às energias renováveis.
Segundo seu departamento, este tipo de painéis solares estão especialmente concebidos para suportar o peso de qualquer veículo, incluído o de caminhões, e garantir a aderência dos pneus.
A França tem um milhão de estradas e asfaltando um quarto das mesmas, o país alcançaria sua independência energética.
Pelo trecho inaugurado hoje, um quilômetro de uma estrada departamental que conduz ao município normando de Tourouvre-au-Perche, calcula-se que circulem 2 mil automobilistas de meia por dia.
Segundo os cálculos dos responsáveis do projeto, o trânsito ocupa a estrada apenas 20% do tempo, por isso que não lhe priva de muita exposição solar.
Os 2.800 metros quadrados asfaltados com este material especial na Normandia são o resultado de cinco anos de testes com pequenos lances instalados em estacionamentos ou diante de edifícios públicos.
Algumas associações ecologistas criticam que com este tipo de obras, o governo busque um efeito sem autênticos progressos.
“Sem dúvida é um avanço técnico, mas para desenvolver as energias renováveis há outras prioridades do que este brinquedo que sabemos que é muito caro, mas não funciona bem”, disse ao jornal “Le Monde” o vice-presidente da Rede para a Transição Energética (CLER), Marc Jedliczka.
Com efeito, o preço do quilowatt produzido nesta via solar é de uns 17 euros, frente aos 1,3 euros para a geração de em uma instalação fotovoltaica em um telhado.
Os especialistas destacam que as instalações inclinadas são mais eficientes na hora de produzir eletricidade, uma desvantagem desta iniciativa, pois está em posição horizontal.
Sem contar com a resistência real destes painéis da estrada para a passagem dos veículos, o clima e outras circunstâncias.
Os responsáveis do projeto sustentam que o trecho inaugurado hoje é uma prova de que o preço da infraestrutura diminuirá à medida que aumente a demanda, o que barateará também o custo da energia produzida.
Em 2020, disseram, o preço do quilowatt produzido em uma estrada solar será similar ao de outra usina de energia solar.

Energia solar pode ser mais barata que carvão até 2025

Em 2016, países como Chile e Emirados Árabes bateram recordes com acordos para gerar eletricidade a partir da luz solar por menos de US$ 0,03 por kW/h

Londres/Nova York – A energia solar agora é mais barata do que a do carvão em algumas partes do mundo. Em menos de uma década ela deve se tornar a opção de menor custo em quase todos os lugares.
Em 2016, países como Chile e Emirados Árabes Unidos bateram recordes com acordos para gerar eletricidade a partir da luz solar por menos de US$ 0,03 por quilowatt-hora, metade do custo médio global da energia a carvão.
Agora, Arábia Saudita, Jordânia e México estão planejando leilões e licitações para este ano com o objetivo de reduzir ainda mais os preços.
Quem está aproveitado a oportunidade: empresas como a italiana Enel e a irlandesa Mainstream Renewable Power, que ganharam experiência na Europa e agora buscam novos mercados no exterior devido aos menores subsídios em seus países de origem.
Desde 2009 os preços da energia solar mostram queda de 62 por cento, com todos os segmentos da cadeia de suprimentos reduzindo os custos.
Esse fator ajudou a diminuir o risco de empréstimos bancários e elevou a capacidade fabril para níveis recordes.
Até 2025 a energia solar pode se tornar mais barata do que o uso de carvão na média global, segundo o Bloomberg New Energy Finance.
“Estes são os números que mudam o jogo”, disse Adnan Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável, um grupo intergovernamental com sede em Abu Dhabi.
“Todas as vezes que se dobra a capacidade, o preço se reduz em 20 por cento.”
A melhora da tecnologia tem sido essencial para impulsionar o setor, como o uso de serras diamantadas que cortam melhor as placas solares ou células melhores que fornecem mais brilho com a mesma quantidade de sol.
Os avanços também têm sido impulsionados por economias de escala e experiência no setor de manufatura, já que o “boom” da energia solar começou há uma década, dando à indústria uma crescente vantagem em relação aos combustíveis fósseis.
A cadeia de suprimentos está passando por um “efeito Wal-Mart”, com maiores volumes e menores margens, segundo Sami Khoreibi, fundador e presidente da Enviromena Power Systems, desenvolvedora com sede em Abu Dhabi.
A velocidade de queda dos preços da energia solar abaixo dos preços da do carvão varia de acordo com o país.
Mercados que importam carvão ou aqueles que pagam taxas de acordo com os níveis de emissões de carbono passarão por uma mudança em 2020 ou mesmo antes.
Países com grandes reservas de carvão como Índia e China provavelmente demorem um pouco mais.
A China, maior mercado de energia solar, verá os custos caindo abaixo do preço do carvão até 2030, segundo a New Energy Finance.
O país ultrapassou a Alemanha como a nação com maior capacidade de energia solar instalada, reflexo das medidas do governo para aumentar o uso desse tipo de energia e reduzir as emissões de carbono, ao mesmo tempo em que aumenta o consumo doméstico de energia limpa.
Mesmo assim, as restrições ainda são um problema, particularmente em áreas mais ensolaradas do país, já que o congestionamento das redes força algumas usinas a suspenderem as operações.